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DIVIDENDOS | COMO ESCOLHER AS MELHORES AÇÕES PARA VIVER DE RENDA PASSIVA? 

27/01/2023

11:59:11

17min
DIVIDENDOS | COMO ESCOLHER AS MELHORES AÇÕES PARA VIVER DE RENDA PASSIVA? 

Ações que pagam dividendos provaram ser um bom investimento no longo prazo e te ajudam a ter uma renda passiva. Saiba como escolher as melhores ações de dividendos e construir um patrimônio no longo prazo:

Uma das coisas que todo investidor gosta, seja você um investidor novato no mercado financeiro ou mais antigo, é de receber dividendos.

Afinal, quem não gosta de ver o extrato na corretora com aqueles pingadinhos caindo na conta todo mês? 

Existem diversas formas de começar a investir o seu patrimônio e diversificar a sua carteira – e a estratégia de alocação em empresas boas pagadoras de dividendos é uma delas. 

Mas, antes de eu te mostrar como escolher as melhores ações pagadoras de dividendos, será mesmo que investir nessas empresas se provou um bom investimento no longo prazo?  

POR QUE DEVO INVESTIR EM EMPRESAS PAGADORAS DE DIVIDENDOS?   

Pra responder se de fato empresas pagadoras de dividendos são um bom investimento ou não, peguei as 8 melhores ações do índice de dividendos da B3 (IDIV) e fiz algumas projeções. 

Nesse estudo analisamos o investimento em ações com e sem o reinvestimento dos dividendos. Além disso, comparamos a inflação (medida pelo IPCA) e o que de fato aconteceria se eu tivesse investido R$ 100,00 em cada um desses investimentos. 

As 8 empresas utilizados no estudo são:

  • Eletrobras (ELET3);
  • Vale (VALE3);
  • Telefônica Brasil (VIVT3);
  • Banco do Brasil Seguridade (BBSE3);
  • Itaúsa (ITSA4);
  • Banco do Brasil (BBAS3);
  • Companhia Energética de Minas Gerais (CMIG4);
  • Bradesco (BBDC3).

Vamos ver quais delas, nos últimos 15 anos, que superaram a inflação

dividendos

De acordo com a análise, das 8 empresas estudadas, todas ganharam da inflação reinvestindo os dividendos e apenas uma ganhou da inflação sem reinvestir os dividendos.

Isso logo nos mostra a importância de não apenas plantar e colher, mas principalmente de plantar, colher e replantar os frutos dos seus investimentos.   

Se nos últimos 15 anos você tivesse apenas investido nessas empresas e não reinvestisse a totalidade de seus proventos, provavelmente a sua carteira não teria superado a inflação, ou seja, você perderia poder de compra mesmo investindo em boas empresas

O QUE ACONTECE SE VOCÊ INVESTIR EM AÇÕES DE DIVIDENDOS DURANTE 50 ANOS?  

Você deve estar se perguntando: “O que acontece se todo mês eu investir um pouco do meu dinheiro em ações que pagam dividendos?”. Acontece o famoso “efeito bola de neve”.  

Por trás desse efeito simples na teoria e difícil na prática, você deve pegar os proventos distribuídos pelas empresas em sua carteira e reinvestir todo o dinheiro para, no futuro, fazer com que essas novas cotas de ações distribuíam mais proventos e sua renda passiva aumente. 

Caso você invista todo mês uma quantia de R$ 100,00 em uma carteira hipotética diversificada entre ações, fundos imobiliários, renda fixa e ações americanas e que todo ano te retornará 5% em forma de dividendos, desprezando a variação da cota e pensando apenas no reinvestimento constante dos dividendos, no longo prazo a renda passiva da sua carteira se tornaria ainda maior do que o próprio montante do investimento bruto seguindo essa tabela:

dividendos

Repare como em 26 anos o valor recebido em dividendos já é maior do que o capital bruto que você investiu desde o começo da sua carteira e que em 50 anos investindo o seu valor em dividendos foi 3 vezes maior do que o valor total investido.

Isso acontece porque um dos fatores fundamentais do investimento de longo prazo com foco em dividendos é o tempo. Quanto mais tempo investindo, maior o efeito dos juros compostos na sua carteira e maior será a bola de neve no final do processo.  

COMO ANALISAR BOAS EMPRESAS PAGADORAS DE DIVIDENDOS? 

Para fazer esse efeito bola de neve de patrimônio e gerar um bom patrimônio no longo prazo, não basta investir em qualquer tipo de empresa.

Se você quer investir bem, é preciso saber escolher boas ações a bons preços, montando uma carteira com proventos sustentáveis a longo prazo e que te possam gerar renda passiva.

Agora vamos ver o que devemos analisar em uma empresa para considerá-la uma boa pagadora de dividendos

LUCRO LÍQUIDO RECORRENTE. 

Uma das coisas que mais vejo no mercado financeiro é o investidor novo se ludibriar com o dividend yield mostrado na tela. 

Pra quem ainda não sabe, o dividend yield (DY) é um indicador no mercado financeiro que nos mostra como está o pagamento de proventos de uma determinada empresa. Quando maior o dividend yield, maior o dividendo que você receberá de uma empresa. 

Para ilustrar um caso, imagine uma empresa que está sendo cotada a R$ 15,00. Essa mesma empresa distribuiu nos últimos 12 meses um dividendo no valor de R$ 3,00 por cota. Sendo assim, o dividend yield dessa empresa pode ser calculado pela seguinte fórmula: 

Nesse caso, a empresa tem um dividend yield de 20%.  

O grande problema de apenas olhar o dividend yield na hora de escolher uma ação é que, dependendo da empresa que você investe e da sua fonte de receita, o seu dividendo pode não ser recorrente. Mas o que isso quer dizer? 

Isso quer dizer que algumas empresas por conta de fatores externos podem não ter seu dividendo constante durante muitos anos. Olha o caso da Gerdau (GGBR4): 

A Gerdau é a maior empresa brasileira produtora de aço e uma das principais fornecedoras de aços longos do mundo, porém, por mais que a empresa tenha suas qualidades, ela tem um problema e que não depende exclusivamente dela, ela depende do preço da uma commoditie – o aço. 

O grande problema disso é que o aço, assim como qualquer outra commoditie, depende da sua oferta e demanda para determinar seu preço. Isso significa que o lucro de uma empresa de commoditie costuma ser volátil e depender bastante do cenário macroeconômico mundial e do preço que o produto que ela vende está sendo cotado. 

Por mais que a Gerdau tenha pagado bons dividendos nos anos de 2021 e 2022 (e possa continuar pagando por mais tempo) historicamente ela não foi uma das empresas com maior dividend yield consistente. 

Quem olha apenas para o dividend yield da Gerdau se depara no ano de 2022 com um DY na casa dos 12% – 15%. Porém, entre os anos de 2011 e 2022 o DY médio da GGBR4 foi de 3,70%, um valor bem abaixo do que a média histórica. 

Como o preço das commodities em geral subiu muito nos últimos anos, a empresa se beneficiou da alta do aço e teve um resultado não recorrente em seu balanço – isso significa que o dividendo da Gerdau é insustentável? Não. Mas é provável que, caso o preço do aço retorne a média e se estabilize, os grandes dividendos dessa empresa diminuam também. 

Por outro lado, um aumento ainda maior no preço do aço faria o lucro líquido da empresa subir ainda mais, acarretando em dividendos maiores e mais robustos. O fato é que é impossível prever o futuro, mas é possível se preparar para ele.

Diversificar seu portfólio e não colocar todos os ovos em empresas dependentes de commodities é uma dessas maneiras de se proteger, e se você gosta de dividendos, apenas olhar para o dividend yield não é um ótimo caminho.  

PAYOUT  

Quando uma empresa tem lucro ela tem algumas opções do que fazer basicamente com esse montante. Ela pode usar pra reinvestir no próprio negócio comprando máquinas, equipamentos, contratando novos colaboradores, investir em marketing; pode recomprar as suas ações e diminuir a quantidade de cotas em circulação, valorizando as cotas restantes nas mãos dos acionistas; a empresa pode pagar dividendos pros acionistas e também pode usar esse lucro para quitar as dívidas com seus credores ou simplesmente manter esse dinheiro em caixa. 

O Payout faz parte do que a empresa faz com o lucro líquido que é distribuído aos seus acionistas. Ele nada mais é do que a parte do lucro que a empresa distribuiu aos acionistas. 

Por exemplo, supondo que uma empresa tenha um lucro líquido de R$ 100.000.000,00 e seu Payout foi de 70%, isso significa que a empresa distribuiu aos acionistas em forma de dividendos R$ 70.000.000,00. 

Veja o caso de Taesa (TAEE11): 

  • 1,4 bilhões de lucro em 2022
  • 872 milhões de dividendos em 2022
  • Payout de 61%

dividendos-payout

O grande problema é que algumas empresas, para manter o seu dividendo constante mesmo que com um lucro líquido decrescente, mantiveram um Payout acima de 100%, ou seja, distribuíram aos seus acionistas mais do que obtiveram de lucro líquido no último semestre.  

Na maioria dos casos essa estratégia não funciona durante muito tempo, fazendo com que o acionista identifique um dividend yield alto, porém, “maquiado”. Aquele dividendo é insustentável e provavelmente essa empresa possa ter grandes dificuldades com seus credores no futuro. 

O segredo para evitar empresas desse tipo é investir em ações de empresas que tenham um Payout saudável – isso significa investir em empresas que não tenham ultrapassado a barreira do 100% por muitos anos seguidos e que tenham responsabilidade com o destino do lucro da companhia.  

LUCRO / PREÇO 

Um dos indicadores mais famosos pra quem estuda empresas no mercado de ações é o Preço / Lucro. Este indicador basicamente divide o preço por ação pelo seu lucro líquido por ação.

Usando como exemplo uma empresa que está sendo cotada a R$ 15,00 e tem um lucro por ação de R$ 1,50, o P/L da empresa é 10. Isso significa que mantendo um lucro constante a empresa demoraria 10 anos para retornar o patrimônio investido para o acionista em forma de lucro.  

Luiz Barsi, um dos maiores investidores do Brasil, me ensinou uma forma diferente de analisar esse indicador. Caso invertêssemos o Preço / Lucro para Lucro / Preço conseguiríamos encontrar um preço teto por ação pré-determinando um dividendo que buscamos. Vou explicar para ficar mais claro: 

O que eu aprendi com Barsi é que o que diferencia uma boa empresa de um bom investimento é o preço. A única coisa que você pode controlar numa ação é o seu preço de entrada. Por isso, você não deve comprar apenas boas coisas, mas deve comprar bem as coisas – e Luiz Barsi faz isso por meio da metodologia do L/P. 

Nessa fórmula Luiz Barsi verifica quanto uma empresa pretende distribuir de dividendos por ação. Supondo que uma empresa X está hoje sendo cotada a R$ 35,00, vai pagar no ano R$5,00 de dividendos por ação e você deseja receber um dividend yield de 10%. Basta dividir os R$ 5,00 pelos 10% de DY e encontrar o preço-teto que você aceita pagar por determinada empresa.  

Nesse caso, o preço teto da ação que queremos comprar é de R$ 50,00, hoje ela é cotada a R$ 35,00, isso significa que, seguindo o L/P, tempos um upside de 43% por cota dessa empresa. 

DÍVIDA LÍQUIDA/EBITDA 

Pra quem deseja investir em empresas pagadoras de dividendos nada melhor do que receber esses dividendos de uma empresa saudável e com a sua dívida controlada, até porque você não quer parar de receber esses proventos por um problema com as finanças da empresa, certo? 

É pra isso que a dívida líquida/ebitda serve. Esse indicador nos mostra a capacidade de uma empresa de honrar com o seu endividamento com base na sua geração de caixa. É basicamente o tempo que a empresa levaria para pagar a sua dívida líquida com base no seu Ebitda. Se você não entende o que é dívida líquida e o que é Ebitda deixa eu te explicar: 

A dívida líquida nada mais é do que a dívida bruta de uma empresa descontando o que ela tem em caixa. Se uma empresa tem, por exemplo, 5 bilhões de reais em dívida bruta e 2 bilhões de reais em caixa, isso significa que a dívida líquida dessa empresa é de 3 bilhões de reais. 

Já o Ebitda, também conhecido como Lajida em português, é o Lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização. Na prática, o Ebitda serve para os analistas entenderem o quanto a empresa gera de dinheiro com sua atividade principal, seja ela varejo, celulose, produção de aço, tecnologia e tudo mais. 

Voltando agora ao caso da empresa que tem 3 bilhões de reais em dívida líquida. Caso e Ebitda dessa empresa (lucro operacional em 12 meses) seja de 1.5 bilhão, isso significa que a empresa demoraria 2 anos para quitar a sua dívida líquida apenas com a geração de caixa dela. 

Agora você me pergunta: o que isso tem a ver com dividendos? 

O que muitos investidores erram na hora de escolher uma “cash cow” (empresas que geram muito caixa), é que eles apenas olham para os indicadores de dividendos e rentabilidade e esquecem completamente da saúde da empresa em si.

Do que adianta escolher uma empresa usando métricas de dividendos se o próprio endividamento dela está descontrolado? 

Se você investir em uma empresa com uma dívida muito elevada comparada ao seu Ebitda, ela pode ter dificuldades de arcar com todos os seus futuros passivos e parar de pagar dividendos para você. 

Não existe uma métrica “exata” do nível de endividamento que uma empresa saudável deve ter, mas o consenso dos analistas do mercado financeiro é de que uma empresa começa a não ser tão atrativa quando esse endividamento supera 3X a sua geração de caixa.

Nesse caso, a empresa demoraria mais de 3 anos para quitar sua dívida líquida com o Ebitda. 

ONDE APRENDER A INVESTIR? 

Não se engane, esses 4 indicadores vão te ajudar a escolher boas ações pagadoras de dividendos, mas na hora de avaliar uma ação é muito importante olhar não apenas para essas métricas, mas também para outros indicadores de rentabilidade, valuation, eficiência, crescimento e endividamento.

Tudo isso você aprende DO ZERO com os melhores investidores do mercado financeiro que estão na Finclass, a maior plataforma de finanças do mundo. 

Se você quer alcançar a liberdade financeira, deseja viver de renda passiva e sonha em ter mais tempo para viver sua vida dá forma como deseja, invista em conhecimento e não somente ganhe mais dinheiro no futuro, mas economize mais tempo até lá. 

Agora, você já sabe como fazer para começar a analisar e investir em boas empresas pagadoras de dividendos.

Caso você ainda tenha problemas com essa parte prática, não se preocupe: eu já fiz vários vídeos no meu canal ensinando você a investir do zero e com pouco dinheiro 😉

É isso primos, boa sorte na sua jornada como investidor – e antes de começar a investir, monte a sua reserva de emergência!